XII Prémio Secil de Arquitetura

Centro de Artes Contemporâneas Arquipélago, na Ribeira Grande

Francisco Vieira de Campos, Cristina Guedes (Menos é Mais) e João Mendes Ribeiro

ACAC
ARQUIPÉLAGO – CENTRO DE ARTES CONTEMPORÂNEAS
RIBEIRA GRANDE, AÇORES, PORTUGAL

Variação tranquila
O desenho do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas mantém o carácter industrial
do conjunto e tematiza o diálogo entre uma construção existente (antiga fábrica do álcool |
tabaco) e novas construções (fábrica da cultura | produção de arte, reservas, sala multiusos
| artes performativas, oficinas, laboratórios, estúdios-ateliers de artistas).

O projecto não exagera a diferença entre as antigas e as novas construções. Antes procura
unir a diferente escala e a diferente idade das suas partes por meio de uma manipulação
pictórica da forma e da materialidade dos edifícios – o existente marcado pela alvenaria
aparente de pedra vulcânica e os novos edifícios marcados pela forma abstracta, sem
referência ou alusão a nenhuma linguagem, construídos em betão aparente com inertes de
basalto local com um trabalho altimétrico e textural das superfícies, complementando a
relação cheio/vazio da massa do edifício com os vazios dos pátios.

O ACAC adquire a sua identidade pela variação tranquila entre o edifício existente –
contenção e gesto mínimo na implantação estratégica dos canais de infra-estruturação,
máxima eficácia na hierarquização espacial e funcional dos diferentes espaços do complexo
fabril – e os dois edifícios novos que, por exigirem condições especiais não compatíveis com
a preexistência, resolvem as funcionalidades pedidas.

O projecto compromete-se com a qualidade do existente, pondo em manifesto as variações
tipológicas – os novos edifícios são colocados ao lado dos existentes de forma “serena”
clarificando o que é existente num determinado período e o que se lhe acrescenta, sem ferir
ou desvirtuar as estruturas espaciais e construtivas do conjunto. Contexto e contiguidade
contribuem para a autonomia do objecto.

Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas
Ribeira Grande, Açores, Portugal

Concurso: 2007 (1º prémio)
Projecto: 2007-2010
Construção: 2011- 2014
Cliente: Direcção Regional de Cultura dos Açores (DRaC)
Localização: Ribeira Grande, São Miguel, Açores, Portugal
Área: 12.914 m² (9.736 m² edifícios + 3.178 m² espaços exteriores)

Arquitectura
Arquitectos: Consórcio Menos é Mais Arquitectos Associados, Lda. e João Mendes Ribeiro Arquitecto
Lda.
Autores: Francisco Vieira de Campos, Cristina Guedes, João Mendes Ribeiro
Coordenadores de Projecto: Adalgisa Lopes e Jorge Teixeira Dias (fase de projecto), Inês Mesquita e
Filipe Catarino (fase de obra)
Equipa de Projecto (Menos é Mais Arquitectos Associados, Lda): Cristina Maximino, João Pontes,
Luís Campos, Ana Leite Fernandes, Mariana Sendas, Pedro Costa, Inês Ferreira, João Fernandes
Equipa de Projecto (João Mendes Ribeiro Arquitecto, Lda): Catarina Fortuna, Ana Cerqueira, Ana Rita
Martins, António Ferreira da Silva, Cláudia Santos, Joana Figueiredo, João Branco
Tratamento de Imagem / Concurso: Diogo Laje, Óscar Ribas, Ricardo Cardoso (Estúdio Goma)

Engenharias
Fundações e Estruturas: Hipólito Sousa, Jerónimo Botelho, Pedro Pinto (SOPSEC,SA)
Instalações Hidráulicas: Diogo Leite, Filipe Freitas, Jorge Rocha (SOPSEC,SA)
Instalações Eléctricas: Raul Serafim, Hélder Ferreira (Raul Serafim & Associados, Lda)
Segurança: Maria da Luz Santiago (Raul Serafim & Associados, Lda)
Instalações Mecânicas: Raul Bessa, Ricardo Carreto (GET, Lda.)
Instalações de Gás: José Pinto (SOPSEC,SA)

Consultorias
Consultoria em Programação e Arquivo: Elisa Babo (Quaternaire), Miguel Von Haff Pérez, Marta
Almeida
Consultoria em Conservação e Restauro: Gabriella Casella (Cariátides)
Consultoria em Acondicionamento Acústico: Rui Calejo, Eduarda Silva, Filomena Macedo
(SOPSEC,SA)
Consultoria em Comportamento Térmico: André Apolinário (SOPSEC,SA)
Consultoria em Mecânica de Cena: João Aidos
Espaços Exteriores: Ana Barroco, Rui Figueiredo (Quaternaire)

Construtor: Consórcio Somague, Marques S.A. e Tecnovia.
Fiscalização: Pedro Câmara (Eng. Tavares Vieira, Lda.)

Maquetes: Menos é Mais Arquitectos Associados, Lda.

Fotografia: José Campos

Sede da EDP, em Lisboa

Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus.

O legado desenhou o gesto fundativo. O passado longínquo da cidade, ou a história deste aterro conquistado à água, ditaram a implantação deste corpos perpendiculares ao rio. Aprisionando-se uma praça, espaço público, e um “massa” de ar que significa o edifício. Desenha-se a partir de elementos verticais; modulação, estrutura, infraestrutura, protecção solar, resolve todo o edifício. Perfis variáveis modelam-se subtilmente num desenho de um relevo suave e continuo, onde planos se insinuam de forma delicada. Desenho mutavel varia com a luz, penumbra ou sombra e com um ponto de vista que a encontra mais proeminente ou mais plana, de mais opaca e misteriosa, a mais transparente e reveladora da vida pulsante no se interior.

O Gesto, resolve o projecto, protegendo espaço de trabalho com pátios na vertical e funções públicas na praça horizontal.

 

Sede Corporativa do Grupo EDP
Lisboa, Portugal

Concurso: 2007 (1º prémio)
Projecto: 2012-2015
Construção: 2008- 2011
Localização: Avenida 24 de Julho, Lisboa, Portugal

Arquitectura
Autores: Manuel Aires Mateus, Francisco Aires Mateus
Coordenadores de Projecto: Francisco Caseiro, Ana Rita Rosa, Pedro Ribeiro
Colaboradores: Mariana Barbosa Mateus, Vânia Fernandes, Paolo Agostini, Francesca Lupo, Marco Campolongo, João Ortigão Ramos, Teresa Mascarenhas Marques, Patrícia Marques, Neus Beneyto, Olga Sanina, Luísa Sol, Humberto Fonseca, Humberto Silva, João esteves, Rita Conceição Silva, Filipa Ferreira, Diana Mira, André Passos, Catarina Bello, João Caria Lopes, Carlotta Fantoni, Valentina Del Motto, Francesca Gagliardi, Borja Fernández, Duarte Madrugo, João Pedro Miguel, Mizuho Anzai, Susana Fernadández Moreno.

Projectos de especialidade: Estabilidade, Elétrica, Águas e esgotos, Acústica, Telefónicas, Térmico, Eletromecânicas/ AFA Consult.

Fotografia: Juan Rodriguez, Francisco Caseiro, Polycord.

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