Escola Superior de Arte e Design
Arquiteto Vítor Figueiredo
Caldas da Rainha

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O Prémio Secil de Arquitetura distinguiu, em 1998, o Arq. Vítor Figueiredo pelo projeto da Escola Superior de Arte e Design, nas Caldas da Rainha.

Radicado em Lisboa desde 1957, o autor tem uma extensa obra construída, cujo início foi assinalado com a construção de uma moradia em São João do Estoril, em 1958. É conhecido por ter projetado, entre 1963 e 1978, um número considerável de habitações sociais de grande dignidade estética, apesar dos escassos recursos económicos atribuídos. Na década de oitenta, vale a pena salientar os projetos e obras do Polo da Mitra da Universidade de Évora e o Bloco de Anfiteatros da Universidade de Aveiro, entre outros.

É assim que o Presidente do Júri, Arq. Alcino Soutinho, se refere ao Prémio Secil de Arquitetura de 1998, como “… o reconhecimento, perante a comunidade, do mérito de uma obra notável…”, o qual, também, “…ratifica a qualidade e conjunto da produção do seu autor“, distinguindo uma obra no singular, porém sustentada numa sólida carreira profissional.

Nasceu em 17 de Fevereiro de 1929, na Figueira da Foz. Formou-se em Arquitetura na ESBAP do Porto em 1959, com 19 valores. Trabalha como profissional independente desde 1960 no seu gabinete em Lisboa. É ainda Professor convidado no Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra. Das suas distinções profissionais constam:

Prémios

Prémio Nacional AICA-1986
1ºPrémio Programas Habitacionais – Distrito de Setúbal, 1989

Concursos

1º Lugar Projeto do Polo da Mitra – Universidade de Évora, 1991
1º Lugar Projeto da Escola Superior de Arte e Design – Caldas da Rainha, I.P.L, 1992
2º Lugar Projeto da Reitoria da Universidade de Aveiro – 1993

Exposições

III Exposição de Artes Plásticas – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1986
Exposição EUROPÁLIA – Bruxelas, 1990
Exposição “Arquitetura Contemporânea” – Fundação de Serralves, Porto, 1993
Exposição Portugal Frankfurt – Frankfurt, 1997

Conferências e Seminários

“Primeiro Ciclo da mostra de Projetos de Arquitetura”- ARCO, 1981
“Seminários de Arquitetura” pela Escola de Belas Artes do Porto, 1982
“Encontros de Macau” pela “L´Architecture d´Aujourd´hui”, 1983.
Conferências nas Faculdades de Arquitetura de Lisboa, Porto e Coimbra

O exercício da arquitetura é, para Vítor Figueiredo, uma forma incessante de questionar o mundo: questionar as formas de habitar, questionar as modas, questionar a instituição da arquitetura, questionar o sentido e o valor das celebrações do espaço. A arquitetura não foi, não é, o suporte eleito para registar ou transmitir pensamento. Constitui tão só o suporte mais acessível, ou mais disponível, a pretexto de um trabalho que tem de ser feito, materializado.

Técnica obra: Escola Superior de Arte e Design

Localização: Caldas da Rainha

Data do projeto: 1992-1993

Data de construção: 1994-1997

Projeto: Vítor Figueiredo

Colaboradores: Eduardo Trigo de Sousa/Nuno Arenga/Rui Marrafa/Teresa Almeida/Isabel Martins

Arq. paisagística: Luísa Borralho/Elsa Calhau cliente: Ministério da Educação

Entidade responsável: Instituto Politécnico de Leiria

Estrutura: BETAR, Lda.

Eletricidade: Eng. Ruben Sobral

Águas/esgotos: Eng. Victor Rodrigues

Infraestruturas: Eng. Rui Mendonça

Construtor: SOMEC (Jan.1994-Fev.1996) /José Coutinho, S.A. (Nov.1996-Jul.1997)

Ao combater aquilo a que ele próprio chama a mala de truques dos arquitetos, cada um dos projetos do Arquiteto Vítor Figueiredo apresenta-se como uma proposta para acomodar – interrogando-as – as atividades ou a vida que lhes servem de pretextos programáticos. Propõe-nos espaços para habitar poeticamente e não objetos para catalogar no quadro confinado e confinante de uma qualquer tendência acreditada mediaticamente.

Duarte Cabral de Mello, Arquiteto in Prémio Secil de Arquitetura 1998, edição Secil

Na clareira de um pinhal tendo como “preexistência” a ruína do antigo Hospital de Stº Isidoro, procurou-se para este edifício uma outra identidade e aceitou-se a sedução do belo e extenso pinhal. O gesto, que define o projeto, começou por ser conceptualmente muito autónomo, quase anticontextualista, não buscando a construção de um “sítio”, mas a qualificação de um lugar.

Vítor Figueiredo, Arquiteto in Prémio Secil de Arquitetura 1998,edição Secil

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