Escola Superior de Comunicação Social
Arquiteto João Luís Carrilho da Graça
Lisboa

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O Prémio Secil de Arquitetura 1994 foi atribuído ao Arq. João Luís Carrilho da Graça, pelo projeto da Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Como referiu o Dr. António Pinto Leite “…Muito da mística da ESCS veio a ser conseguida em torno da maquete daquele que seria o futuro edifício da ESCS…”já que professores e alunos ocupavam então instalações provisórias.

Para o promotor desta obra era “…preocupação intransigente que o investimento na educação fosse igualmente um investimento na arquitetura“, “…Em segundo lugar, era nossa preocupação que o edifício da Escola integrasse a imagem da própria instituição. No fundo, pretendíamos que o edifício constituísse, ele próprio, um ato de comunicação.

A obra veio representar da melhor forma os valores da instituição em causa, ao conseguir transmitir a clara filosofia de modernidade e inovação a que a própria escola, neste seu projeto de renovação, se propôs.

Nasceu em 1952. Licenciou-se na ESBAL em 1977 e dirige o seu próprio atelier desde então. Foi assistente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa entre 1977 e 1992, onde foi responsável pela cadeira de projeto numa das turmas do último ano curricular.

Foi Professor convidado para seminários e conferências sobre o seu trabalho em diversas universidades, nomeadamente em Barcelona, Sevilha, Lisboa, Roma, Milão, Turim, Verona, Cidade do México, Viena, Aix-la-Chapelle (Alemanha) e Porto.

Foi nomeado para o Prémio Europeu de Arquitectura “Mies Van Der Rohe”:
– em 1991, com o Edifício do Centro Regional de Segurança Social de Portalegre
– em 1992, com o Edifício da Piscina Municipal de Campo Maior
– em 1994, com o Edifício da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, em Lisboa.
Foi-lhe atribuído o Prémio “AICA/SEC” (Associação Internacional dos Críticos de Arte/Secretaria de Estado da Cultura) em 1992, pelo conjunto da sua obra, por ocasião da construção da Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa.

Obras e Projetos:
– Centro Regional de Segurança Social em Portalegre (inicialmente com Gonçalo Byrne e João Paciência), 1982/89.
– Piscina Municipal de Campo Maior (com Carlos Miguel Dias), 1982/90.
– Agências Bancárias da CGD no Sabugal, em 1983/85 e em Anadia, 1983/88.
– Casa “Fonte Fria” na Serra de S. Mamede, 1985/88.
– 
Galeria de Arte “Módulo” (com Carlos Miguel Dias) em Lisboa, 1987/88.
– Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa, 1988/93.
– Adaptação do Mosteiro de Flor da Rosa a Pousada, Crato, 1990.
– Concurso para ampliação e reestruturação do Edifício da Assembleia da República, em Lisboa, 1º prémio ex-aequo, 1992.
– Recuperação das Ruínas de São Paulo em Macau (com Manuel Vicente, Daniel Santa Rita e Manuel Graça Dias), 1992.
– Reconstrução e adaptação do Convento de S. Francisco da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, Faro, 1993.
– Concurso para o “Pavilhão Multi-Usos”, EXPO 98, Lisboa, 1995.

Ficha Técnica obra: Escola Superior de Comunicação Social

Localização: Lisboa

Data do projeto: 1989-1990

Data de construção: 1992-1993

Projeto: João Carrilho da Graça

Colaboradores: Francisco Freire, Inês Lobo, Nuno Matos, Pedro Domingos, Maria João Silva, José Maria Assis, Anne Demoustier

Cliente: Instituto Politécnico de Lisboa

Estrutura: José António Ferreira Crespo

Eletricidade: Ruben Sobral

Mecânica: José Boavida Roque/Pereira Coutinho

Águas/esgotos: José Grade Ribeiro

Direção de obra: Pessoa de Amorim/Furtado Marques

Construtor: EDIFER, Construções Pires Coelho & Fernandes, S.A

…a Escola tinha uma filosofia clara de modernidade, desde as áreas de ensino que pretendia ministrar, até aos sofisticados equipamentos tecnológicos de que iria dispor (…).

… Era essencial que o edifício acompanhasse essa filosofia. Era essencial que, no seu ofício, o projeto de arquitetura também significasse inovação. Era essencial que ele próprio fosse um traço de modernidade na arquitetura de Lisboa.

António Pinto Leite, Dr. in Prémio Secil de Arquitetura 1994, edição Secil

 

O edifício apresenta muitas características interessantes, como a sua colocação no sítio, a sua espacialidade interna, os aspetos plásticos da sua construção. O próprio “objeto” premiado tem portanto uma grande “capacidade” didática, como exemplo de Arquitetura.

Pedro Brandão Arquiteto in Prémio Secil de Arquitetura 1994, edição Secil

 

Há exatidão geométrica e abstrata nesta obra; há uma vontade de pintura; há um afrontamento à massificação (…) João Luís Carrilho da Graça parte para um desenho (que representa já uma ideia de domagem do espaço) com pressupostos próprios, não imediatamente justificáveis, eleitos na sensibilidade colecionadora de um olhar que usa a abstração. Uma peça de arquitetura é como um desenvolvimento de linguagens. Escrevê-las, um esforço; melhorá-las, um enriquecimento; lê-las, depois (neste caso), um privilégio.

Manuel Graça Dias, Arquitecto in Prémio Secil de Arquitectura 1994, edição Secil

 

Se a elegante fachada sobre a 2ª circular é o protagonista da visibilidade da Escola, o clímax compositivo reside porém, a meu ver, noutra situação – não um espaço, não um objeto isolável, não uma parte da arquitetura, mas precisamente isso, uma situação: a aproximação à Escola e o embate contra a parede Poente para quem chega.

Madalena Cunha Matos, Arquiteta in Prémio Secil de Arquitectura 1994, edição Secil

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